O que é RFID?
RFID é uma tecnologia de captura automática de dados formada por três componentes: a tag (etiqueta com um chip e uma antena, colada ou embutida no produto, palete ou ativo), o leitor (reader), que emite ondas de rádio e capta o sinal de retorno da tag, e o software de gestão, que associa o código lido às informações do item no sistema da empresa. Diferente do código de barras, que precisa ser lido item a item com o leitor apontado diretamente para o código impresso, o RFID não exige linha de visada — o leitor capta o sinal mesmo com a tag encoberta por outros volumes.
O dado gravado na tag costuma seguir o padrão EPC (Electronic Product Code), mantido pela GS1 — a mesma entidade responsável pelo código de barras GTIN. O EPC funciona como uma versão serializada do GTIN: enquanto o código de barras identifica o modelo do produto, o EPC identifica a unidade específica daquele produto, o que permite rastrear cada palete, container ou item individual separadamente (padrões como SGTIN, SSCC, GRAI e GIAI, conforme o tipo de ativo). As tags usadas em logística operam majoritariamente na faixa UHF (860–960 MHz), conforme o protocolo técnico EPC UHF Gen2, mantido pela GS1 AISBL e harmonizado com a norma internacional ISO/IEC 18000-63 — o que permite ler dezenas de tags simultaneamente, a distâncias que podem superar 10 metros, sem apontar o leitor para cada etiqueta.
No Brasil, os Correios já combinam as duas tecnologias na mesma operação: cada objeto recebe tanto o identificador postal tradicional (código S10) quanto um código RFID no padrão GS1/EPC, associados entre si desde a postagem. Isso viabiliza rastreamento automatizado — sem depender de leitura óptica individual — nas etapas de recebimento, triagem, expedição e chegada, especialmente em pontos da rede onde ainda não há leitores de código de barras instalados.
Para que serve o RFID?
- Rastrear paletes, containers e cargas em massa, sem precisar de leitura item a item
- Automatizar a contagem de inventário em centros de distribuição, reduzindo o tempo de auditoria de estoque
- Identificar ativos retornáveis, como containers, gaiolas e paletes reutilizáveis (padrão GRAI da GS1)
- Controlar ativos individuais de maior valor, como equipamentos e ferramentas (padrão GIAI da GS1)
- Reduzir erros de separação e expedição, conferindo automaticamente se o pedido enviado corresponde ao pedido registrado
- Habilitar leitura em portais fixos, como docas e portões, sem precisar apontar o leitor para cada volume
RFID x Código de Barras: qual a diferença?
| Característica | RFID | Código de Barras |
|---|---|---|
| Linha de visada | Não precisa — leitura por radiofrequência | Precisa — leitor deve enxergar o código |
| Leitura simultânea | Dezenas de tags ao mesmo tempo | Uma etiqueta por vez |
| Distância de leitura | Pode superar 10 metros (faixa UHF) | Poucos centímetros a poucos metros |
| Dado armazenado | Identifica a unidade individual (EPC/SGTIN serializado) | Identifica o modelo do produto (GTIN) |
| Custo por unidade | Maior — tag com chip e antena | Menor — apenas impressão |
| Reutilização | Tag pode ser regravada e reutilizada | Etiqueta é descartada após o uso |
Perguntas frequentes sobre RFID
Qual a diferença entre RFID e código de barras?
O código de barras precisa ser lido individualmente, item a item, com o leitor apontado diretamente para o código impresso. O RFID usa ondas de rádio para ler múltiplas tags ao mesmo tempo, sem linha de visada e a distâncias que podem superar 10 metros — mas custa mais por unidade, já que cada tag tem um chip e uma antena, enquanto o código de barras é apenas impresso.
RFID substitui o código de barras na logística?
Na maioria das operações, não substitui — convive. O código de barras continua sendo mais barato para identificar produtos individuais de baixo valor, enquanto o RFID compensa onde a leitura em massa ou a distância faz diferença, como em paletes, containers e ativos retornáveis. Os Correios, por exemplo, associam as duas tecnologias ao mesmo objeto: o código postal S10 (código de barras) e um código RFID no padrão GS1/EPC.
RFID melhora a acurácia de pedidos e estoque?
Segundo estudo do Auburn University RFID Lab em parceria com a GS1 US, quando o RFID não era usado, 69% dos pedidos enviados de marcas para varejistas continham algum erro de dados; com RFID, a acurácia dos pedidos chegou a 99,9% — evidência do ganho de precisão que a leitura automatizada traz para conferência de pedidos e auditoria de estoque.
Qual a frequência de RFID usada na logística?
A faixa mais usada na cadeia de suprimentos é a UHF (860–960 MHz), padronizada pelo protocolo EPC UHF Gen2 da GS1, harmonizado com a norma internacional ISO/IEC 18000-63. Essa faixa foi escolhida por permitir leitura a distâncias maiores — podendo superar 10 metros — e leitura simultânea de múltiplas tags, o que é útil em portais de doca, paletes e containers.
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