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Fill Rate

Fill Rate — Fill Rate (Taxa de Atendimento de Itens)

Fill rate, ou taxa de atendimento de itens, é o indicador que mede quanto do que o cliente pediu foi efetivamente entregue no primeiro envio. A pergunta parece simples, mas admite três leituras: quantas linhas do pedido saíram completas, quantas unidades foram entregues e quantos pedidos chegaram sem nenhuma falta. Confundir essas bases é a causa mais comum de números de atendimento que parecem bons e não correspondem ao que o cliente recebeu.

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O que é Fill Rate?

Fill rate é o percentual da demanda atendida no primeiro envio, sem pendências geradas por falta de item (o chamado backorder). A definição usada em guias de cumprimento de pedidos o descreve dessa forma. Em parte da literatura brasileira o mesmo indicador aparece como taxa de atendimento e, em alguns textos, como nível de serviço logístico, como em um artigo da IMAM. Essa última expressão costuma gerar confusão com o nível de serviço do estoque de segurança, que é outra coisa.

O fill rate não olha o prazo. Ele pergunta quanto do que foi pedido saiu, e não quando chegou. Por isso costuma ser lido ao lado do OTIF, que une pontualidade e completude no mesmo pedido.

Como medir o fill rate

A fórmula muda conforme a base escolhida. As três leituras mais usadas são:

  • Por linha: linhas atendidas por completo ÷ total de linhas do período × 100. Mostra a precisão da separação item a item.
  • Por unidade: unidades entregues ÷ unidades pedidas × 100. Pondera pela quantidade, então uma falta de 200 unidades pesa mais que cinco faltas de 2 unidades.
  • Por pedido (pedido perfeito): pedidos sem nenhuma falta ÷ total de pedidos × 100. É a leitura mais rigorosa, porque um único item faltando faz o pedido inteiro contar como falha.

Escolha uma base e registre-a. A mesma operação, no mesmo mês, pode gerar três números bem diferentes, e comparar um fill rate por unidade com outro por pedido não diz nada sobre a operação.

Fill rate com exemplo numérico

Três pedidos de um período servem de exemplo. P1: SKU-A pediu 10 e recebeu 10; SKU-B pediu 5 e recebeu 4; SKU-C pediu 20 e recebeu 20. P2: SKU-A pediu 8 e recebeu 8; SKU-D pediu 12 e recebeu 0. P3: SKU-B pediu 6 e recebeu 6; SKU-C pediu 3 e recebeu 3.

BaseContaFill rate
Por linha5 linhas completas ÷ 7 linhas71,4%
Por unidade51 unidades entregues ÷ 64 pedidas79,7%
Por pedido (perfeito)1 pedido sem falta ÷ 3 pedidos33,3%

O fill rate por pedido é o mais severo. O P2 chegou com o SKU-D zerado, falha completa para quem precisava daquele item. O fill rate por unidade parece mais generoso porque as faltas somam 13 unidades em um total de 64, mas esse número não mostra que um pedido ficou sem um item inteiro.

Fill rate x OTIF x nível de serviço: qual a diferença?

IndicadorBase de cálculoPergunta que responde
Fill rate por linhaLinhas atendidas por completo ÷ total de linhasQuantos itens do pedido saíram?
Fill rate por unidadeUnidades entregues ÷ unidades pedidasQue parcela do volume pedido foi atendida?
Fill rate por pedidoPedidos sem falta ÷ total de pedidosQuantos pedidos chegaram completos?
OTIFPedidos no prazo e completos ÷ total de pedidosO cliente recebeu o pedido certo, na hora certa?
Nível de serviço de cicloProbabilidade de não haver ruptura durante um ciclo de reposiçãoQual a chance de faltar item na reposição? É meta estatística, não medida no real

Um fill rate por linha alto com OTIF baixo costuma indicar atraso de transporte ou faltas pequenas espalhadas por muitos pedidos. O OTIF é mais rígido porque exige prazo e completude no mesmo pedido, e não é a média entre as duas condições.

Cuidados na medição

  • Defina se pedido cancelado pelo cliente entra no denominador. Se entrar, a operação parece pior sem ter falhado.
  • Meça pela quantidade entregue, e não pela faturada. Uma nota fiscal com a quantidade pedida, mas uma caixa entregue incompleta, distorce o resultado.
  • Separe falta de estoque, erro de separação e corte autorizado pelo cliente. Só as duas primeiras são falhas da operação.
  • Compare sempre a mesma base. O fill rate por unidade de outra empresa não é comparável ao seu fill rate por pedido.

Perguntas frequentes sobre Fill Rate

Qual a fórmula do fill rate?

Depende da base escolhida. Por linha, linhas completas ÷ total de linhas; por unidade, unidades entregues ÷ unidades pedidas; por pedido, pedidos sem falta ÷ total de pedidos. Multiplique por 100 para obter o percentual, e use a mesma base em todos os relatórios para que a série histórica faça sentido.

Qual é uma boa meta de fill rate?

Não existe um número universal. A meta depende do canal, da criticidade do item e da base de cálculo. Compare a operação com o próprio histórico e com as exigências do cliente, e desconfie de percentuais de mercado publicados sem a fórmula.

Fill rate alto garante que o cliente está satisfeito?

Não. Um fill rate por unidade de 99% pode conviver com muitos pedidos incompletos, e o cliente percebe o pedido, não a média. Acompanhe a versão por pedido junto com o OTIF.

Fill rate é o mesmo que nível de serviço do estoque de segurança?

Não. O fill rate mede o atendimento que aconteceu. O nível de serviço de ciclo é a probabilidade de não romper durante a reposição e é a meta usada no cálculo do estoque de segurança. Um item pode ter fill rate alto e ainda romper algumas vezes no ano.

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