O que é SKU?
SKU é um código alfanumérico definido pela própria empresa para controlar cada unidade de estoque que ela mantém. Não existe órgão regulador nem formato obrigatório: cada operação monta a própria lógica, geralmente combinando atributos estáveis do item, como categoria, modelo, tamanho, cor e tipo de embalagem. Por exemplo, CAM-ALG-M-AZ pode representar uma camiseta de algodão, tamanho M, azul. O critério que define um SKU é a diferença de controle: se duas versões de um item precisam ser contadas, separadas ou vendidas de forma independente, elas precisam de SKUs distintos, mesmo que sejam o mesmo produto no catálogo.
É por isso que o SKU não se confunde com o GTIN, o número que aparece no código de barras. O GTIN é atribuído a partir do prefixo de empresa licenciado pela GS1 e é único no mundo inteiro: o mesmo produto tem o mesmo GTIN em qualquer loja, distribuidor ou marketplace. O SKU, por sua vez, só é único dentro da empresa que o criou. Um fabricante, o distribuidor e o varejista podem ter três SKUs diferentes para o mesmo item, cada um apontando para o mesmo GTIN. Na prática, as duas identificações convivem: o GTIN serve para as empresas conversarem entre si, e o SKU serve para a empresa se organizar por dentro.
Essa distinção tem consequência fiscal direta no Brasil. No leiaute da NF-e, definido pelo Manual de Orientação do Contribuinte, cada item da nota traz dois campos separados. O cProd é o código do produto adotado pelo próprio contribuinte, com até 60 caracteres, e na prática é onde entra o SKU. Já o cEAN recebe o GTIN (8, 12, 13 ou 14 dígitos) ou, se o produto não tiver código de barras, o literal "SEM GTIN". Desde a Nota Técnica 2021.003, o GTIN informado é validado pelas Sefaz no Cadastro Centralizado de GTIN (CCG). Por isso, colocar o SKU interno no campo do GTIN, um erro comum em cadastros mal integrados, leva à rejeição da nota.
Para que serve o SKU?
- Controlar o saldo de estoque de cada variação de produto separadamente, sem somar tamanhos ou cores diferentes no mesmo número
- Orientar o endereçamento, o picking e a conferência dentro do armazém, reduzindo erros de separação
- Gerar relatórios de giro, cobertura e ruptura por item, base para decisões de compra e reposição
- Classificar os itens por relevância, como na curva ABC, para priorizar espaço e inventário cíclico
- Integrar ERP, WMS, e-commerce e emissão de NF-e com um código interno estável, independente do fornecedor
SKU x GTIN x Lote x Número de Série: qual a diferença?
| Identificador | Quem define | O que identifica |
|---|---|---|
| SKU (Stock Keeping Unit) | A própria empresa, sem padrão obrigatório | Cada variação de produto no estoque daquela empresa |
| GTIN (Global Trade Item Number) | A empresa detentora da marca, com prefixo licenciado pela GS1 | O item comercial, de forma única no mundo inteiro |
| Lote | O fabricante, na produção | Um grupo de unidades produzidas nas mesmas condições, usado em rastreabilidade e controle de validade |
| Número de série | O fabricante | Uma unidade física específica, usado em garantia, assistência técnica e controle de ativos |
Perguntas frequentes sobre SKU
SKU e código de barras são a mesma coisa?
Não. O código de barras normalmente representa o GTIN, que é padronizado pela GS1 e único no mundo. O SKU é um código interno, criado livremente pela empresa, e muda de uma empresa para outra mesmo quando o produto é o mesmo. Um item pode ter um SKU e um GTIN ao mesmo tempo, e o ideal é que tenha.
Onde o SKU entra na nota fiscal eletrônica?
No campo cProd, que é o código do produto adotado pelo próprio emitente, com até 60 caracteres. O GTIN vai em outro campo, o cEAN, e é validado pela Sefaz no Cadastro Centralizado de GTIN. Informar o SKU no lugar do GTIN é causa comum de rejeição da NF-e.
Quando um produto precisa de mais de um SKU?
Sempre que uma variação precisar ser controlada separadamente no estoque: tamanho, cor, voltagem, sabor ou tipo de embalagem. Uma caixa com 12 unidades e a unidade avulsa do mesmo produto, por exemplo, costumam ser SKUs diferentes, porque ocupam espaço diferente e são separadas de forma diferente.
Ter muitos SKUs é um problema?
Pode ser. Cada SKU novo exige endereço no armazém, saldo próprio, contagem no inventário e previsão de demanda. Um portfólio com muitos itens de baixo giro aumenta o custo de armazenagem e o risco de ruptura dos itens que realmente vendem, por isso é comum revisar periodicamente os SKUs com a curva ABC.
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