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Estufagem e Desova

Estufagem e Desova — Estufagem e Desova de Contêiner

Estufagem, também chamada de ova, é o carregamento da mercadoria dentro do contêiner, e desova é o processo inverso, de esvaziar a unidade. São as duas pontas do transporte conteinerizado e definem boa parte do risco de avaria, da conferência aduaneira e dos custos extras no terminal.

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O que é estufagem e desova?

Estufagem (em inglês, stuffing) é colocar a carga dentro do contêiner, arrumá-la e prendê-la para a viagem. Desova (stripping ou unstuffing) é abrir o contêiner e retirar a carga. Nos manuais da Receita Federal, os termos equivalentes são unitização e desunitização, segundo o glossário do Mercante.

A referência internacional de boas práticas é o CTU Code (IMO/ILO/UNECE Code of Practice for Packing of Cargo Transport Units), aprovado em 2014. Ele não é obrigatório, mas orienta distribuição de peso, peação e desova segura.

Onde acontecem a estufagem e a desova

LocalEstufagemDesova
No exportador ou importador (porta a porta)Comum em FCL: o contêiner vazio vai até a fábrica e volta lacradoContêiner vai cheio até o cliente, que esvazia e devolve vazio ao depot
No terminal ou CFSComum em LCL: cargas de vários embarcadores são consolidadasCarga LCL é desconsolidada e entregue a cada importador
Em porto seco ou recinto alfandegadoPossível em exportações despachadas no interiorUsual quando a carga chega em DTA e é nacionalizada no recinto

Na exportação, a unitização feita no local de despacho é registrada no CCT com número do contêiner, tara e lacres, conforme o manual da Receita. A estufagem feita no próprio exportador, antes da recepção, não passa por esse controle.

Checklist de estufagem e desova

  • Antes de estufar: inspecionar o contêiner vazio (furos, piso, odor, umidade). Em reefer, confirmar a PTI e o setpoint.
  • Distribuir o peso de forma uniforme e respeitar a carga máxima da unidade.
  • Fazer a peação (lashing), com cintas, calços e airbags, para a carga não se mover no mar.
  • Conferir os volumes contra o packing list e fotografar a carga antes de fechar.
  • Aplicar o lacre e registrar o número; lacres de alta segurança seguem a ISO 17712.
  • Informar o VGM, o peso bruto verificado exigido pela SOLAS antes do embarque.
  • Na desova: conferir o lacre antes de abrir, registrar faltas e avarias com fotos e dar entrada no WMS volume a volume.

Estufagem e desova x consolidação e cross docking

TermoO que éRelação
EstufagemCarregar o contêinerPode ser FCL (um embarcador) ou LCL (vários)
DesovaEsvaziar o contêinerPode ser seguida de armazenagem ou de cross docking
ConsolidaçãoJuntar cargas de vários embarcadores em uma unidadeFeita por agente de carga ou NVOCC, com estufagem no CFS
Cross dockingPassar a carga da doca de entrada para a de saída sem armazenarMuito usado após a desova de contêineres de importação

Perguntas frequentes sobre estufagem e desova

Qual a diferença entre ova e estufagem?

Nenhuma. Ova e estufagem são sinônimos para o carregamento do contêiner. O processo inverso é a desova.

Quem paga a desova do contêiner?

Depende do contrato e do local. Em LCL, a desova no terminal costuma ser cobrada do importador pelo terminal ou pelo agente de carga. Em FCL porta a porta, o próprio cliente desova com sua equipe.

O que fazer se o lacre estiver violado na desova?

Não abrir antes de registrar a ocorrência. Fotografar, anotar o número do lacre encontrado e comunicar transportador, seguradora e, em recinto alfandegado, a fiscalização.

Desova pode ser feita no armazém do importador?

Sim, depois do desembaraço, quando o contêiner segue cheio até o cliente. O prazo de devolução do vazio ao depot passa a contar para detention.

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